Você é daquelas pessoas que são viciadas em informação? Daquelas que comumentes são chamadas de “curiosas” e até algumas vezes, errôneamente, diga-se, de enxerida ou algo parecido? Muitas e muitas pessoas se adequam a algum desses estereótipos. E exercem essa curiosidade no dia-a-dia, seja por necessidade pessoal de estarem informadas, seja por motivos profissionais, enfim, por querer estar sabendo mais e mais sobre algo ou sobre muita coisa. Já há algum tempo que ouvimos algumas expressões como “Sociedade da Informação”, “Era da informação” etc. Esses são apenas alguns dos rótulos que identificam um fenômeno que tomou conta das nossas vidas e numa velocidade impressionante, suficiente para não nos darmos conta do seu tamanho e alcance.
Para se ter uma pequena noção disso, dou aqui o meu testemunho pessoal do “alto” dos meus 35 anos. “Sou de um tempo” em que o telefone era o expoente máximo da comunicação instantânea pessoal, telefone fixo, sublinhe-se, as notícias nos eram apresentadas diariamente pelos jornais impressos, com uma defasagem em que não tinhamos noção na época, e que a TV, na minha cidade, se orgulhava de ter inaugurado o link “via satélite”, um imenso avanço rumo a uma informação “atualizada” e em “tempo real”.Fora desses recursos a vida corria normal calma e se exercia um meio, popular até hoje, de comunicação entre todos: aquela velha boca pequena, que sempre começava com um “sabe o que eu soube por fulano?” ou o “ouvi dizer que…” e que logo se transformavam em boato ou coisa parecida. Lembro bem como se confundia boato com informação, e que até se confirmar ou se desmentir, e isso demorava, uma falsa “notícia” tomava ares de verdade comprovada e com direito a testemunhas!
Algo que nunca me esqueço e que faz bem um contraponto para os dias de hoje, era a danada da “pesquisa escolar”. Esses trabalhos de pesquisa, sobre os mais diversos assuntos, que incluiam não só textos, mas fotos e ilustrações, que na falta de alguma delas, podia ser um desenho a mão mesmo, era um dos motivos de encontros entre os colegas de classe.O nosso material de pesquisa era invariavelmente: livros didáticos, revistas e principalmente as inseparáveis Enciclopédias! Barsa, Britânica, Tesouro da Juventude… em papel, os livros mesmos! Essas eram as nossas fontes de saber do mundo e da história.
Confesso que até para mim, que sou o personagem desse relato é díficil imaginar como se vivia com, vamos dizer, essas limitações, em um mundo em que toda a conexão e interatividade de hoje em dia, simplesmente não existia. Essa rápida volta ao passado é só para exemplificar como e fazer um parâmetro …. CONTINUA
